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NOVA ALTERNATIVA PARA CONTROLE DAS CIGARRINHAS DAS PASTAGENS

 

A presença crescente das cigarrinhas, nas pastagens brasileiras, caracteriza-se pela complexidade dos sistemas de controle já identificados pelas pesquisas nas diferentes regiões do Brasil.  Na opinião de pesquisadores da EMBRAPA, a expectativa é que teremos que conviver por um bom tempo com os danos causados por estes insetos.

Ao longo dos últimos anos a implantação de pastagens de B. decumbens , gramínea altamente susceptível às cigarrinhas, a degradação dos solos, o manejo inadequado das pastagens, têm causado o desequilíbrio ecológico dos macro e microambientes, propiciando as condições ideais para o desenvolvimento deste inseto.

Ainda segundo as últimas publicações da EMBRAPA, estimam que hoje no Brasil,  a área plantada com esta gramínea seja maior que a área plantada no próprio continente africano, região de origem da B. decumbens. Não é difícil, portanto, de se perceber a extensão da complexidade do problema e as dificuldades inerentes aos esforços visando o seu controle. Isto implica em dizer que muito ainda há que ser feito no que tange às pesquisas nesta área.

Neste sentido, a equipe técnica da L. Amorim tem observado nas propriedades onde antes ocorriam intensos ataques das cigarrinhas, que a partir da implantação do controle biológico para preservação da saúde e de endo e ectoparasitos com ESTIBION, constata-se a ausência total das cigarrinhas, sendo que nas propriedades vizinhas onde não utilizam o ESTIBION, a presença desse inseto continua intensa.

As primeiras propriedades onde constatamos estas ocorrências foram as seguintes: FAZENDA  PÃO DE AÇÚCAR DO SR. NEREU CARLOS OLIVEIRA - COMODORO - MT. Fone:  65-2832062 e FAZENDAS ASSISTIDAS PELO DR. LUIZ FELIPE - FONE: 66.99852663 - NOVA SANTA HELENA - MT.

Estes resultados justificam-se pela significativa melhora na microbiologia do ambiente, pelo aumento das bactérias fixadoras de nitrogênio no solo, pela exclusão competitiva sobre  bactérias e fungos patogênicos, pela ação das substâncias bactericidas e fungicidas produzidas pelos microorganismos presentes no ESTIBION, impedindo a proliferação das cigarrinhas.

As sugestões enumeradas a seguir foram extraídas de um curso sobre cigarrinhas-das-pastagens ministrado a técnicos das EMATER’s de vários estados, no Centro de Pesquisa Agropecuária do Cerrado – EMBRAPA, em Brasília. Cumpre-se ressaltar, no entanto, que com a continuidade das pesquisas sobre as cigarrinhas, várias alterações sobre o seu controle poderão ocorrer, e que o consenso hoje verificado entre boa parte dos pesquisadores desta área, poderá sofrer modificações e ampliações. As referidas sugestões são as seguintes:

  • Diversificação de forrageiras
    • Formar ou manter, no mínimo, 30% das pastagens de cada propriedade com gramíneas resistentes às cigarrinhas. Resultados da pesquisa têm caracterizado as seguintes gramíneas como resistentes: Jaraguá (Hyparrhenia rufa); Andropogon (Andropogon gayanus cv Planaltina); Brisantão (Brachiaria brizantha); Estrela (Cynodon plectostachyus); Buffel (Cenchrus ciliaris CL 1004 e C. ciliaris CL 465) e Setária (Setaria anceps cv. Kazungula). Esta última deixa de ser resistente em regiões de clima quente (acima de 30°C, em média).
    • A utilização de outras gramíneas deve obedecer a resultados ou recomendações da pesquisa regional. 

  • Manejo da pastagem
    • Altura de pastejo: usar pastejo alto de acordo com o hábito de crescimento de cada espécie, ou seja, 25 a 30 cm para plantas estoloníferas e 40 a 45 cm para as cespitosas, durante a época de incidência das cigarrinhas.
    • Reduzir a taxa de lotação das pastagens de capins susceptíveis, durante a época das cigarrinhas, deslocando a maior parte do rebanho para as pastagens de capins mais resistentes.
    • Manter rebaixada sem sobra de matéria seca, as pastagens de capins susceptíveis, no final do período da seca.
    • Acompanhar o nível de infestação de ninfas na pastagem, para viabilizar a prática de manejo acima sugerido.
    • Corrigir o nível de fertilidade das pastagens, quando necessário. 

  • Sementes de forrageiras
    • Não usar semente de varredura na recuperação ou formação de novas pastagens.
       
  • Controle químico
    • Somente em áreas de pastagens destinadas à produção de sementes é recomendado o uso de defensivos químicos.
    • Usar produtos indicados pela pesquisa. 

  • Utilização de leguminosas
    • Leguminosas comprovadamente adaptadas devem ser preservadas ou implantadas em consorciação com gramíneas, haja vista serem as pastagens consorciadas menos danificadas pelas cigarrinhas. 

  • Proteção dos inimigos naturais 
    • Preservar matas ou faixas de vegetação nativa para abrigar e multiplicar os inimigos naturais das cigarrinhas.
    • Reflorestar áreas impróprias para pastagens, com a mesma finalidade acima mencionada.

OBSERVAÇÃO: Este texto foi adaptado por Laudemar de Amorim e sua equipe, a partir de publicações da EMBRAPA, disponíveis na Internet.

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