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IMUNIDADE E RESISTÊNCIA ANIMAL |
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Por: Laudemar de Amorim*
A capacidade dos animais de produzirem anticorpos e resistência às
bactérias e vírus, tem sido comprometida pelo
intenso uso dos antibióticos e inseticidas,
resultando em impacto negativo no desempenho
além de reduzir a lucratividade pelo aumento
nos gastos com medicamentos e altos índices de
mortalidade.
Ao mesmo tempo, as novas exigências da legislação, obrigam a redução do
impacto ambiental nas criações e o crescente
aumento do interesse por parte dos
Consumidores na compra de proteína animal sem
resíduos prejudiciais à saúde, tem motivado
Técnicos e Criadores a buscarem alternativas
que lhes assegurem uma produção animal com
qualidade total (QT), sem com isso comprometer
os custos e a produtividade.
CONTROLE BIOLÓGICO: Esta técnica tem se
mostrado uma eficaz alternativa disponível no
mercado por ser também auto-sustentável.
Consiste na incorporação de microorganismos
benéficos (não/OGM) nas rações ou suplementos,
sem qualquer possibilidade de produzirem
resistência direta ou cruzada.
MECANISMO DE AÇÃO: O uso contínuo desses
microorganismos selecionados por suas funções
específicas e comprovados por inúmeras
pesquisas científicas, produz uma seqüência de
efeitos desejáveis no trato gastrintestinal,
promovendo uma completa exclusão competitiva,
não só dos patógenos que causam danos à saúde
animal, mas principalmente por competirem com
os microorganismos inócuos e improdutivos que
normalmente fazem parte da microbiota animal
(Roy Fuller - Probiotics The Scientific
Basis).
A ação combinada desses microorganismos benéficos, resulta em importante
aumento na produção de interferon e
imunoglobulina, o que é determinante para
otimizar a capacidade da formação de
anticorpos tanto sobre as vacinas como dos
desafios que afetam todas as espécies e
sistemas de criações animais.
Com relação a resistência e imunidade, pesquisas foram realizadas com a
estimulação do sistema imunológico não
específico e medidas em função dos índices de
fagocitose da atividade das células NK, e
ainda da indução de várias citocinas.
Igualmente as respostas do sistema imunológico
específico foram medidas em função da secreção
de imunoglobina no sangue e das concentrações
de linfócitos B e T, como também de algumas
citocinas.
Em ambos os sistemas foram adotados uma combinação de microorganismos
benéficos já utilizados em diversos estudos
tanto em seres humanos como em animais de
diversas espécies.
Outros efeitos como a redução da amônia excretada (eliminando o odor
característico) bem como a redução na
proliferação das moscas, mosquitos e
pernilongos fazem deste composto biológico
alternativa eficaz para substituição dos
antibióticos e inseticidas sintéticos da
produção animal, contribuindo para melhoria da
qualidade dos ovos, das Carnes e do Leite,
preservando a saúde humana e do meio ambiente.
(fagocitose:
veja em
http://www.escolavesper.com.br/fagocitose.htm ).
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
1.
Rowland I.R., "Metabolic
interactions in the gut"("Interações
metabólicas nos intestinos") in Probiotics:
The Scientific Basis (Probióticos: a base
científica).
Ed. Fuller R., Londres: Chapman and Hall,
1992, pp. 49-54.
2. Marteau P., Pochart
P., Bouhnik Y. & Rambaud J.C., "The fate and
effects of transiting, nonpathogenic
microorganisms in the human intestine" ("O
destino e os efeitos dos microorganismos não
patogênicos em trânsito no intestino humano",
in Intestinal flora, immunity, nutrition and
health ("A flora intestinal, a imunidade, a
nutrição e a saúde").
World Review Nutr.
Diet, nº
74, 1993, pp. 1-21.
3.
Dugas B.,
Mercenier A., Lenoir-Wijnkoop I., Arnaud C.,
Dugas N., Postaire E., "Immunity and
probiotics immunology" ("Imunidade e
imunologia dos probióticos"). Today, nº 20
(9), 1999, pp. 387-390.
4.
Laudemar de
Amorim (60) é empresário e terapeuta Reiki
nível III, com 35 anos participando e
patrocinando pesquisas e desenvolvimento de
produtos para nutrição animal. Mais detalhes
veja em http://www.estibion.com.br/empresa.html.
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