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Silva Filho, J. D.1, Rodrigues, V.2, Almeida,
E.L.2
1Aluno
do curso de Medicina Veterinária da Universidade Federal Rural de
Pernambuco
Docentes do
curso de Medicina Veterinária da Universidade Federal Rural de
Pernambuco.
1.
RESUMO
O presente
trabalho foi realizado na Área de Cirurgia, no Hospital Veterinário
da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) e teve por
objetivo avaliar o tempo cicatricial da ferida cirúrgica e resposta
imunológica de cães submetidos aos mais diversos procedimentos
cirúrgicos, utilizando-se no pós-operatório destes
animais probióticos
ou antibióticos.
Foram
avaliados os hemogramas e cicatrização da ferida de 10 animais,
todos da espécie canina, com idades variando entre
1 e 15 anos, 3 machos e 8 fêmeas, 5 sem
raça definida e 5 de raças variadas, onde 5 utilizaram probióticos e
5 utilizaram antibióticos, sendo estes encaminhados ao ambulatório
da Clinica Cirúrgica do Hospital Veterinário da UFRPE – Campus de
Dois Irmãos – no período de agosto a maio de 2004. Todos os animais
eram pacientes com patologias cirúrgicas.
Os animais
foram avaliados no pré-operatório mediante protocolo adotado pelo
hospital veterinário e após o procedimento cirúrgico, os animais
eram levados aos seus proprietários, onde os mesmos eram orientados
sobre os cuidados com o paciente, enfatizando-se a rigorosa limpeza
da ferida cirúrgica, alimentação adequada, e administração do
antibiótico (onde a droga de escolha foi a
Enrofloxacinaª, na dose de 5 mg
por kg) ou o probiótico Estibion (contendo em sua formulação
Lactobacillus acidophillus,
Lactobacillus casei,Lactobacillus spp,
Bacillus subtillis, Bacillus toyoi, Saccharomyces cerevisiae,
Enterococcus faecium; com 2,5x10¹¹ UFC/g, além de
vitaminas A, D, E, B1, B2, B6, C, B12, K, pantotenato cálcio, ácido
fólico, niacina e prebiótico) de forma correta e em horários
determinados.
Os métodos de
avaliação foram a cicatrização da ferida
e hemograma com contagem de plaquetas, onde na primeira foram
verificados tempo de cicatrização da ferida, temperatura local,
presença ou não de secreção, coloração da cicatriz, presença ou não
de crostas e resistência da ferida. Já na avaliação hematológica,
foram feitos exames antes da cirurgia,
vinte e quatro horas pós-cirurgia e oito dias após o procedimento
cirúrgico, avaliando-se a resposta imune do organismo do paciente de
acordo com os resultados obtidos. Com esses dois métodos de análise
pode-se obter maior segurança na avaliação do uso de probióticos em
pacientes submetidos a procedimentos cirúrgicos.
Os
proprietários também foram orientados a retornarem com
os pacientes vinte e quatro horas após a
cirurgia, para avaliação do estado geral do animal, além de
verificação da ferida e coleta de nova amostra de sangue para
realização dos exames necessários.
Após, o
proprietário recebera nova orientação de retorno, que seria aos oito
dias completos da data de realização da cirurgia. Nessa ocasião, os
pacientes eram novamente avaliados quanto ao apetite, comportamento,
condição do órgão ou membro cirurgiado, freqüências cardíacas e
respiratórias, além de temperatura corpórea, avaliação da ferida
cirúrgica e interpretação dos hemogramas solicitados, sendo os dois
últimos itens o foco principal do presente trabalho.
De acordo com
as análises dos resultados obtidos neste estudo, pode-se concluir
que o uso de probióticos, em pacientes submetidos aos mais diversos
procedimentos cirúrgicos, é superior ao uso de antibióticos por
aumentar a imunidade do animal, melhorando significativamente a
cicatrização das feridas, restabelecendo o quadro geral do indivíduo,
além de não causar efeitos indesejáveis ao organismo, já que se
trata apenas de bactérias benéficas ao organismo.
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